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O oficial de justiça chegou com o mandado: como agir na hora

Por Equipe Resolve Brasil · mais de 500 negociações de dívidas de veículos com bancos
Atualizado em 05/08/2026 · 2 min de leitura

Resposta direta: mantenha a calma, confira o mandado, documente tudo e não resista. O momento da apreensão não é o momento de discutir a dívida: é o momento de proteger provas e direitos. A briga acontece depois, nos autos, onde você tem 5 dias úteis pra recuperar o carro pagando a dívida e 15 dias pra se defender.

O que conferir no mandado (2 minutos)

  • Identificação do oficial: peça a credencial funcional. Oficial de justiça se identifica sem drama; "agente de recuperação" de banco não é oficial e não cumpre mandado.
  • O documento: número do processo, vara, comarca e a ordem do juiz. Anote o número do processo, ele é a chave de tudo que vem depois.
  • O veículo: placa e chassi descritos batem com o seu carro? Mandado é específico.

Se algo não bater, diga com educação e ligue na vara indicada no documento. Golpistas também se passam por oficiais, especialmente cobrando "taxa pra suspender a apreensão". Oficial de justiça nunca cobra dinheiro.

Seus direitos na hora

  1. Retirar seus pertences. Tudo que não é parte do veículo é seu: documentos, objetos, cadeira de criança, ferramentas de trabalho, mercadoria. Exija que o oficial liste no auto o que ficou no carro, se algo ficar.
  2. Documentar o estado do carro. Fotografe e filme: lataria, pneus, painel com a quilometragem, interior. Se o carro for devolvido depois (purga ou decisão judicial) ou vendido por preço suspeito, essas imagens valem dinheiro.
  3. Receber cópia do auto de apreensão. Nele constam data, hora e condições, e é dessa data que contam seus prazos.
  4. Não ser constrangido. O cumprimento deve respeitar horários legais (em regra, dias úteis das 6h às 20h, salvo autorização judicial expressa) e a inviolabilidade da sua casa sem ordem específica.

O que nunca fazer

  • Resistir ou esconder a chave: pode virar crime e destrói sua imagem no processo.
  • Assinar qualquer papel "de acordo" além do auto: você não é obrigado a assinar confissões de dívida ou termos de entrega amigável no susto.
  • Pagar qualquer valor na hora: nem "taxa de guincho", nem "acordo pra liberar". Pagamentos acontecem nos autos ou nos canais do banco.
  • Sumir com o carro ao ver o oficial chegando: frustração de mandado agrava tudo.

O relógio começou: seus dois prazos

A partir da apreensão correm 5 dias úteis pra pagar a integralidade da dívida e receber o carro de volta quitado (purga da mora) e 15 dias pra apresentar contestação (como funciona a defesa), onde a primeira coisa a checar é se a notificação da mora foi válida.

O mapa completo do que vem agora (pátio, consolidação, leilão e a dívida que pode sobrar) está em o que acontece depois da busca e apreensão. E se quiser ajuda pra decidir entre purgar, defender ou negociar, a gente simula seu caso de graça.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado para o seu caso concreto.

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Perguntas frequentes

Posso me recusar a entregar o carro?

Resistir ao cumprimento do mandado pode configurar crime de resistência ou desobediência e pesa contra você no processo. O momento da apreensão não é o momento da briga: a defesa acontece nos autos, nos 15 dias seguintes.

O oficial pode entrar na minha casa pra pegar o carro?

Sem o seu consentimento, a entrada em casa ou garagem fechada depende de autorização judicial expressa. Mas atenção: recusar a entrada não encerra o caso, o banco volta com a ordem reforçada. É adiamento, não proteção.

O que confiro no mandado antes de entregar?

Se é original ou cópia autenticada com número do processo, vara e comarca; se o veículo descrito (placa, chassi) é o seu; e a identificação funcional do oficial. Na dúvida, ligue na vara indicada no documento e confirme.

Fontes